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Resenha: Azeitona de Bruno Miranda

Título: Azeitona
Autor: Bruno Miranda
Gênero: Jovem adulto, Literatura Brasileira
Editora: Editora Planeta
Páginas: 352
Ano: 2016
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Classificação: 4,5/5
Sinopse: Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas. Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira. Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada. O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.


Ian é um adolescente que vive apenas com a irmã desde o falecimento da mãe e o desaparecimento do pai. Ele sabe o quanto sua irmã fez sacrifícios por ele e por causa disso se sente em dívida com ela.

Em meio a uma enorme confusão, ele acaba recebendo o convite para participar da nova temporada do reality 'Novos Pais'. Ele até tenta desfazer o mal entendido, mas ao saber o tamanho do cachê pago aos participantes acaba aceitando. Agora tudo que ele precisa é esconder as gravações da irmã e principalmente, encontrar uma garota que aceite se passar por sua namorada.

Serie de TV #12: Riverdale


Titulo: Riverdale
Estreia: 26 de janeiro de 2017
Duração: 45 min
Elenco: KJ Apa, Lili Reinhart, Ross Butler, Camila Mendes, Madelaine Petsch.
Exibição: CW
Nota: 4
Sinopse: Riverdale traz uma abordagem subversiva de Archie (KJ Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes), Jughead Jones (Cole Sprouse), Josie (Ashleigh Murray) e seus amigos, explorando o surrealismo de uma pequena cidade e seus curiosos habitantes. A história começa quando a cidade se recupera de uma trágica perda, o que leva Archie a pensar mais seriamente a respeito de seu futuro. Com isto, ele embarca em uma jornada em busca de realizar o seu sonho de tornar um grande músico; mas cumprir essa missão não será nada fácil, enquanto Archie ainda precisa lidar com sua agitada vida amorosa, dividido entre Betty e Veronica.

Baseada nas histórias em quadrinhos A turma de Archie, Riverdale é a nova aposta da CW, prometendo ser o novo sucesso no gênero “drama adolescente”.

A trama começa com a morte de Jason Blossom,o filho da família mais rica da cidade, e os mistérios que levaram ao seu fim trágico.

Resenha: Garota Online em Turnê de Zoe Sugg

Título: Garota Online em Turnê
Série: Garota Online #2
Autora: Zoe Sugg
Gênero: Jovem Adulto, Romance
Editora: Verus
Páginas: 294
Ano: 2016
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Classificação: 4/5

Sinopse: Penny está de malas prontas! Quando Noah a convida para acompanhá-lo em sua turnê pela Europa, ela mal pode esperar para passar semanas na companhia de seu fantástico namorado roqueiro. Mas, entre a agenda cheia de Noah, seus companheiros de banda não tão amigáveis e mensagens ameaçadoras de fãs invejosas, Penny começa a se perguntar se foi feita para a vida em turnê. Ela sente muita falta da família, de seu melhor amigo, Elliot... E de seu blog, o “Garota Online”. Será que Penny vai aprender a equilibrar vida, amor, amizade, planos para o futuro — tudo isso com os pés na estrada —, ou vai pôr tudo a perder nas férias de verão mais emocionantes e imprevisíveis da sua vida?

Resenha do primeiro livro: clique aqui

Penny agora está namorando a distância com Noah, o garoto está saindo em turnê por toda a Europa para abrir os shows da banda mundialmente conhecida os The Sketch e convida a namorada para acompanhá-lo nas viagens.

Nada poderia dar errado 15 dias para eles ficarem juntos, diversos lugares diferentes para eles fazerem o "Dia do Mistério Mágico" ou será que poderia?

O tempo é um grande vilão contra Noah e Penny. Ter que abrir mão da companhia do namorado para o trabalho faz com que Penny se sinta deslocada e comece a se questionar em relação a si mesma.

"– É assim que eu me sinto – confesso. – Perdida da minha própria vida. E não sei nem usar uma bússola. Será que existe GPS para a vida?"

Resenha: Garota Online de Zoe Sugg

Título: Garota Online
Série: Garota Online #1
Autora: Zoe Sugg
Gênero: Jovem Adulto / Romance
Editora: Verus
Páginas: 308
Ano: 2015
Classificação: 5/5
Sinopse: Penny tem um segredo. Com o nickname Garota Online, ela escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida. Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum. De repente, Penny percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre.Garota Online é um livro encantador, que traduz exatamente o que significa crescer e se apaixonar na era digital.

O livro nos conta o dia-a-dia de Penny, uma adolescente que não se aceita muito bem e tem apenas como válvula de escape o seu blog Garota Online onde ela pode ser ela mesma e falar sobre seus sentimentos mais profundos.

Seus pais são donos de uma empresa de organização de casamentos e quando o negócio ia de mal a pior eles recebem o convite para organizar um grande casamento em Nova York. Seria uma grande aventura sair da Inglaterra até a cidade que nunca dorme com seus pais e seu melhor amigo Elliot, mas para isso ela teria que enfrentar os seus medos mais obscuros.

Já em terras americanas ela conhece Noah um garoto incrível que parecer gostar dela como ela é. Mas quando tudo parece dar certo na vida de Penny, seu mundo vira novamente de cabeça para baixo.

Resenha: Neve e Cinzas de Sara Raasch

Título: Neve e Cinzas
Trilogia: Neve e Cinzas #1
Autora: Sara Raasch
Gênero: Fantasia, Romance, Young Adult
Editora: HarperCollins Brasil
ISBN: 9788569809852
Ano: 2016
Páginas: 320
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Classificação: 4.5 de 5
Sinopse: Dezesseis anos atrás o Reino de Inverno foi conquistado e seus cidadãos, escravizados, sem família real e sem magia. A única esperança de liberdade para o povo do reino jaz nos oito sobreviventes que conseguiram escapar, e que seguem esperando uma oportunidade para recuperar a magia de Inverno e reconstruir o reino. Meira, uma órfã desde a derrota de Inverno, passou a vida inteira como refugiada, criada por Senhor, o general dos inverninos. Treinando para se tornar uma guerreira — e desesperadamente apaixonada pelo melhor amigo e futuro rei, Mather —, Meira faria qualquer coisa para ajudar o Reino de Inverno a retomar seu poder. Então, quando espiões descobrem a localização de um medalhão antigo capaz de devolver a magia ao reino, Meira decide ela mesma encontrá-lo. Finalmente ela está escalando torres e lutando contra soldados inimigos como sempre sonhou. Mas a missão não sai como planejado, e logo Meira se vê mergulhada em um mundo de magia maligna e poderosos perigosos. De repente, ela percebe que seu destino não está, e nunca esteve, em suas mãos. A estreia de Sara Raasch é uma fantasia cheia de ação sobre lealdade, amor e a capacidade de determinar o próprio destino.

“O medo é uma semente que, depois de plantada, jamais para de crescer.”

Primoria é um lugar dividido em 2 reinos: Estação e Ritmo. Cada um deles é dividido em 4 cortes. Estação: Verão, Primavera, Inverno e Outono. Ritmo: Ventralli, Yakim, Cordell e Paisly. Cada rei ou rainha tem um Condutor Real que contém magia, que eles utilizam para governar. A maioria usa a magia para o bem, mas outros, nem tanto...

Outros reinos usam os condutores como devem ser usados — para aumentar as forças já existentes da terra e do povo. Para fazer com que campos gerem uma infinidade de frutas, para tornar os soldados fortes, para curar as pessoas doentes. Mas Angra usa o condutor para aprimorar o que é mau — para afastar qualquer coisa boa, a não ser que o beneficie. Para tornar todas as almas do reino uma casca vazia de servidão.

É possível viver sem magia. Fazemos isso há 16 anos — com dificuldades, mas fazemos. Plantamos um pequeno jardim nas planícies Rania. Treinamos nossos corpos para serem fortes. Mas essas coisas jamais serão suficientes enquanto todos os outros reinos no mundo tiverem algo que transcende as limitações humanas, enquanto Primavera for capaz de dizimar nossos soldados mais fortes, enquanto os reinos Ritmo puderem fazer o mesmo.

Nossa protagonista Meira é uma adolescente órfã, que nasceu no reino Inverno e logo depois esse reino foi destruído pelo rei Angra do reino Primavera. Muitos morreram e a outra parte é escravizada em Primavera. Meira e mais 7 pessoas, são as únicas sobreviventes que conseguiram fugir e lutam há 16 anos para reaver seu reino. Naquela época, o Condutor de magia da rainha de Inverno foi repartida em duas e assim o reino foi destruído e a rainha morta. Durante todo esse tempo, os 8 refugiados estão tentando recuperar as duas partes do Condutor Real para tentar restaurar a magia de Inverno e reconstruí-la. Dentre essas pessoas está Mather, príncipe de Inverno, além de ser o melhor amigo e paixão de Meira. Mas o amor deles é proibido. Ele é o futuro rei e ela não tem nenhum título, é apenas uma órfã refugiada. 

Você é realeza, ela não é, e muita coisa depende de seu futuro para desperdiçá-lo em uma aliança que não beneficiará Inverno. 

Quando Meira finalmente consegue ir a uma missão em busca da metade do Condutor Real e as coisas dão certo, o acampamento em que o grupo estava vivendo escondido é atacado e eles precisam fugir mais uma vez. Eles tentam refúgio no reino de Cordell e lá Meira será imposta a realizar um papel que jamais imaginou para si mesma. Ela será capaz de salvar um mundo que jamais conheceu?

Resenha: A Fúria e a Aurora de Renée Ahdieh

Título: A Fúria e a Aurora
Série: A Fúria e a Aurora #1
Autora: Renée Ahdieh
Gênero: Fantasia, Young Adult, Romance
Editora: Globo Alt
ISBN: 9788525060358
Ano: 2016
Páginas: 336
Classificação: 4.5 de 5
Sinopse: Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

“Afinal, toda história tem sua própria história.”

Inspirada na história de As Mil e Uma Noites, em A Fúria e a Aurora o rei Khalid se casa com alguma jovem e a cada aurora ela é morta. A jovem Sherazade está disposta a se oferecer para ser a próxima noiva, mas seus planos são de acabar com esse ritual que vem acontecendo há meses. Isso tudo em nome de uma vingança pela morte de sua melhor amiga Shiva. Seu plano consiste em contar histórias que agucem o rei e o deixe curioso para saber mais na próxima noite, mantendo-a viva para que possa continuar. E assim, ela começa a envolver o rei e a sobreviver mais um dia. Mas ela sabe que cada aurora pode ser sua última. 

“Viverei para ver o pôr do sol de amanhã. Não se deixe enganar. Juro que viverei para ver tantos pores de sol quanto for necessário.
E eu o matarei.
Com as minhas próprias mãos.”

O livro já começa com Sherazade noiva de Khalid. Uma das coisas interessantes é que a história não fica presa no palácio do rei. Porta afora, planos começam a ser feitos, de vingança e resgate. Muitos cidadãos perderam suas jovens para as mãos do rei e alguns não estão dispostos a aceitar essas mortes levianamente.

“Não sei o que está tentando fazer com Khalid, mas você é a primeira pessoa a sacudi-o em anos. E ele precisa ser sacudido.”

Resenha: A Coroa de Kiera Cass

Título: A Coroa
Série: A Seleção # 5
Autora: Kiera Cass
Gênero: Romance, Young Adult
Editora: Seguinte
ISBN: 9780062459965
Ano: 2016
Páginas: 310
Classificação: 3 de 5 
Sinopse: Em ''A Herdeira'', o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria entre os trinta e cinco pretendentes do concurso um companheiro de verdade, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

É sempre difícil pra mim ler continuações. Porque eu quase nunca lembro de detalhes do livro anterior para que a leitura flua bem. Foi esse o caso de A Coroa. Meu problema é que eu não lembrava mais quem era quem dentre os garotos que participam da seleção. Mas, aos poucos, eu fui conseguindo lembrar de um ou outro, os que eu mais gostava.

Eadlyn está suportável nesse livro (eu não gostava dela no livro anterior) devido aos acontecimentos finais e a bagagem que recai sobre ela. Na verdade, ela deixa seu lado arrogante pra trás e eu finalmente consigo me ver (quase) torcendo por ela. Continuei gostando especialmente de Kile, mas também de Erik e Henri. Rever Maxon e America, foi um dos momentos agradáveis da leitura, mas devo dizer que eles pouco apareceram e não sobressaíram como deveriam.  

Não é que eu não saiba o que estou procurando. É que não estava preparada para procurar.

Algo que me incomodou bastante foi o fato de, para mim pelo menos, ter ficado claro desde o início desse segundo livro da história de Eadlyn, que ela não havia se apaixonado (nem estava perto disso) por nenhum dos candidatos, isso até o meio do livro, quando do nada, dá um estalo, acontece uma troca de olhares e “bum”, ela se vê apaixonada por alguém. Achei algo muito instantâneo, porque não consegui ver esse sentimento surgir, pelo menos não pelo lado dela e não gostei disso. Do nada ela acha que encontrou sua alma gêmea (me poupe!).

Resenha: Jovens de Elite de Marie Lu

Título: Jovens de Elite
Série: Jovens de Elite #1
Gênero: Literatura Fantástica, YA Medieval
Autora: Marie Lu
Editora: Rocco
Páginas: 261
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Classificação: 5 de 5

Sinopse: Bestseller do The New York Times com excelente repercussão entre público e crítica, Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade. Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração. Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de Star Wars e X-Men.

Adelina não é amada por ninguém, exceto sua irmã, e mesmo assim é um amor estranho. O pai, que deseja apenas livrar-se dela, sequer consegue encontrar um pretendente que a aceite. As pessoas viram o rosto quando a veem nas ruas, sentem medo, afastam-se. Tudo porque ela é uma malfetto. Uma das tantas pessoas atingidas por uma doença terrível alguns anos atrás. Seu único pecado foi sobreviver, e ficar marcada com uma cicatriz que horroriza a todos. No entanto, após tentar fugir do pai, Adelina percebe que talvez ainda haja uma saída, mesmo para alguém como ela. Os jovens de elite: Uma lenda, jovens com terríveis poderes das trevas? Fato é que Adelina descobre que ela é um deles. Ela faz parte do grupo de jovens que sobreviveram e ganharam estranhos poderes junto com suas marcas. E o seu poder especificamente, é muito especial e perigoso. Então ela busca refúgio junto aos seus, mas talvez perceba que realmente ser uma deles não será tão fácil assim. Escolhas, decisões, lutas e grandes reviravoltas. Quem sabe uma paixão, quem sabe sentimentos feridos. Adelina está recém começando a perceber o que é capaz de fazer e até onde pode ir, com ou sem poderes.

Gostei muito quando li Legend, fui com poucas expectativas e me surpreendi muito positivamente. Com esse, para minha alegria, foi o mesmo caso. É uma mudança enorme de estilo e gênero e, embora algumas características possam ser semelhantes, a autora se saiu maravilhosamente nesse salto para o desconhecido. Mostrou ser muito criativa e versátil. Aliás, mais do que criativa. A ambientação dessa história me encantou, as descrições, a arquitetura, as convenções sociais. Destaque especial para toda a questão dos poderes das personagens, achei fantástico, diferente do melhor jeito possível. A escrita é simples, mas fluida. Li muito rápido, não conseguia largar. Os capítulos não são longos, narrados ou por Adelina (primeira pessoa) ou por Rafaelle e Theren (terceira pessoa). Algo que não posso deixar de ressaltar é que a cada início de capítulo há um trecho de livro ou texto, mas nada que já exista, seriam escritos de pessoas que vivem no mundo da história. Muito legal, e além de ajudar na expectativa do que acontecerá, ajuda na ambientação.

Resenha: A 5ª Onda de Rick Yancey

Título: A 5ª Onda
Série: Quinta Onda #1
Autor: Rick Yancey
Gênero: Ficção Científica, Distopia, Romance, Young Adult
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539506644
Ano: 2013
Páginas: 368
Classificação: 4 de 5
Sinopse: Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar.

Li A 5ª Onda pela primeira vez em 2013, ano em que o livro foi lançado no Brasil e achei muito bom. Aproveitei a estreia da adaptação para os cinemas para reler e relembrar de vários detalhes, porque sinceramente já esqueci quase tudo do livro. 

Em A 5ª Onda, conhecemos Cassie, uma jovem de 16 anos que está vivendo num mundo pós invasão alienígena. A primeira onda de ataques destruiu toda forma de comunicação e tudo movido a bateria e energia, o segundo foram tsunamis que varreram bilhões de pessoas da Terra, o terceiro foram aves contaminadas que espalharam um vírus mortal, levando quase o restante total da população que sobrou. A quarta onda se aproxima e todos vão descobrir que eles estavam entre nós e confiar em qualquer um se torna impossível. O 5º ataque está mais próximo do que parece e já não restam muitos sobreviventes no mundo. 

A vida de Cassie vira do avesso quando ela perde sua família e somente seu irmãozinho sobrevive, mas é levado junto com outras crianças. Ela vai tentar sobreviver sozinha até chegar a hora de tentar resgatar seu irmão. Em sua jornada ela é atacada e quase morta, mas Evan Walker a encontra e cuida dela até que se recupere. Juntos, eles irão enfrentar vários obstáculos para encontrar e salvar Sam, o irmão de Cassie. 

De outro lado da história conhecemos outro narrador, chamado de zumbi, ele contraiu o vírus mas sobreviveu e foi recrutado pelos militares para ser treinado e ir para a guerra contra os alienígenas. Mas nem tudo é o que parece e ele em breve vai perceber que pode ter escolhido a decisão errada.

Resenha: Uma Chama Entre As Cinzas de Sabaa Tahir

Título: Uma Chama Entre As Cinzas
Série: Uma Chama Entre As Cinzas # 1
Autora: Sabaa Tahir
Editora: Verus
Gênero: Fantasia, Young Adult, Distopia, Romance
ISBN: 9788576863502
Ano: 2015
Páginas: 432
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Classificação: 5 de 5
  
Sinopse: Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império.

Sabe aquele livro que lhe tira o fôlego e você acha que vai acontecer uma coisa, mas acontece outra e você se surpreende?

"Você é uma chama entre as cinzas, Elias Veturius. Você vai brilhar e queimar, devastar e destruir. Você não pode mudar isso. Não pode parar." 

Laia é uma menina que vive com os avós e o irmão e que fará de tudo para salvar aquele que ama. Sua maior qualidade é a determinação e ela se torna escrava e sofre diversos castigos para salvar a única pessoa que lhe restou. Elias é um soldado, moldado para ser um guerreiro e para não se importar com nada. Seu sonho é ser livre, mas uma vez que você é escolhido para ser um Máscara, seu destino está selado, ou aceita ou morre. A maior qualidade dele é a coragem.

"Você é cheia, Laia. Cheia de vida e sombras e força e espírito. Você está em nossos sonhos. Você vai queimar, pois é uma chama entre as cinzas. Esse é o seu destino. Ser espiã da Resistência é o que menos importa em você. Isso não é nada."

Quando os adivinhos afirmam que a linhagem do atual Imperador está se encerrando e as Eliminatórias para coroar um novo Imperador será disputada entre 4 estudantes Máscaras, Elias terá que fazer uma escolha que mudará sua vida. Enquanto isso, Laia se junta aos rebeldes para resgatar o irmão e ela vai sofrer as consequências que o plano criado por eles vai lhe custar.

Resenha Dupla: Corte de Espinhos e Rosas de Sarah J. Maas

Título: Corte de Espinhos e Rosas
Série: Corte de Espinhos e Rosas #1
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Gênero: Fantasia, Romance, Young Adult
ISBN: 9788501105875
Ano: 2015
Páginas: 434
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Classificação de Andresa:  5 de 5 - Favorito
  
Classificação de Ana: 5 de 5
  
Sinopse: Em Corte de Espinhos e Rosas, um misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.
Andresa Dias

Em Corte de Espinhos e Rosas conhecemos nossa protagonista Feyre, uma jovem de 19 anos que é quem coloca comida na mesa. Suas irmãs são indiferentes e seu pai finge que está tudo bem. Eles vivem num mundo dividido por uma muralha, onde de um lado estão os humanos, e do outro os feéricos, seres mágicos e inimigos dos humanos. Numa noite normal de caça em busca de comida ela se depara com um lobo gigante e acaba matando-o. O que ela não imaginava era que por ter matado um feérico transformado em lobo, ela estava condenada a viver no reino feérico ao lado de Tamlin, um importante ser daquele reino. As espécies são inimigas há gerações e Feyre vai relutar o quanto puder, até que aos poucos ela começa a se apaixonar por Tamlin e somente seu amor por ele será capaz de salvar as espécies de uma maldição que assola há anos o mundo feérico. 

O mundo criado por Sarah é fantástico. As criaturas feéricas são muito bem caracterizadas e tem o tom de maldade certo, ou seja, são bastante cruéis.

"Tamlin parecia esculpido por músculos e pedra, moldado de uma força mais antiga que as árvores que se erguiam altas e que as pedras que brotavam do chão cheio de musgo."

Resenha: Todos os Nossos Ontens de Cristin Terrill

Título: Todos os Nossos Ontens
Autora: Cristin Terrill
Editora: Novo Conceito
Gênero: Distopia, Romance, Viagem no Tempo, Young Adult
Ano: 2015
Páginas: 352
Classificação: 4 de 5
Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem? Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...

Em Todos os Nossos Ontens temos duas histórias paralelas. Primeiro conhecemos nossa primeira narradora, Em. Sua história se passa no presente, onde ela e seu amigo Finn estão presos e são torturados pelo “doutor”, que está atrás de alguns documentos importantes que aparentemente ela sabe onde está. Sua jornada realmente começa quando eles conseguem escapar e voltam no tempo numa missão suicida (e não é a primeira vez que eles fazem isso). Do outro lado, somos levados a 4 anos atrás e conhecemos Marina, ela é a narradora da vez e vive uma vida boa, é rica, um pouco mimada e completamente apaixonada pelo melhor amigo James. Sua vida começa a mudar quando algo inesperado acontece na vida de James e ela fará de tudo para ajuda-lo. Em algum momento, os caminhos de nossos personagens se cruzam e é aí que as coisas se complicam e ficam interessantes.

"O tempo está vindo nos pegar, está vindo depressa."

No futuro onde o enredo se passa, uma mente brilhante criou uma máquina do tempo com o intuito de ajudar e melhorar o mundo, mas o que foi criado para ajudar acaba se tornando uma perigosa arma na mão daquele que o criou e foi transformado pelo poder. Em e Finn vão lutar contra o tempo e fazer de tudo para que a máquina não seja construída.

Apesar de vários livros do gênero lançados hoje em dia, essa obra é incrível, eletrizante e inovadora. Ao longo da leitura somos surpreendidos mais de uma vez e não só os personagens, mas a história foi muito bem construída e trabalhada. A escrita de Cristin Terrill é clara, tem um pouco de detalhes, mas na medida certa.

Resenha: 172 Horas na Lua de Johan Harstad

Título: 172 Horas na Lua 
Autor: Johan Harstad
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637099
Gênero: Young Adult, Terror, Mistério, Ficção Científica
Ano: 2015
Páginas: 288
Classificação: 3 de 5
Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepara-se para a contagem regressiva.

É 2018 e em uma reunião secreta, a NASA resolve fazer uma expedição à lua. O propósito da expedição não fica claro de início e é aí que começa o mistério em torno do que exatamente eles querem encontrar na lua. Fica ainda mais instigante a ideia de levar três adolescentes na expedição junto a alguns astronautas. A missão vai durar 172 horas. Adolescentes de todo o mundo participam de um sorteio para serem escolhidos para essa missão e três deles são sorteados. 

Mia tem 16 anos e é uma norueguesa, faz parte de uma banda e é inscrita contra sua vontade no sorteio, mas no fim das contas aceita seu destino, que pode trazer fama para sua banda. Midori tem 15 anos e é japonesa, seu sonho é sair do Japão, onde sofre bullying na escola. Ela vê essa missão como sua escapatória. Antonie é um francês de 17 anos que teve o coração partido pela namorada, que o troco por outro e vê essa viagem como uma oportunidade pra se afastar daquela que tanto o magoou. Os três vão passar por treinamentos e em 2019 embarcar na expedição que vai mudar suas vidas para sempre. 

O livro é dividido em três partes: A Terra, O Céu e Depois. O início vai mostrando a vida dos três adolescentes, a época em que participam do sorteio, quando ganham, pra só depois eles finalmente irem à lua e as coisas acontecerem realmente. Mas o bom foi que cortaram a parte do treinamento, senão seriam muitas páginas sem desenvolver realmente a trama. Então antes da metade do livro é que as coisas começam a esquentar. 

Resenha: Fragmentados de Neal Shusterman

Título: Fragmentados
Autor: Neal Shusterman
Editora: Novo Conceito
Gênero: Distopia, Ficção Científica, Young Adult
ISBN: 9788581635194
Ano: 2015
Páginas: 368
Classificação: 4 de 5
Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria. Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

''[...] se cada parte de você está viva, mas dentro de outra pessoa... você está vivo ou morto?''

A sociedade de Fragmentados tem o que é chamado Lei da Vida. Essa lei diz que uma família pode entregar seu filho, entre 13 e antes de completarem 18 anos, para o governo, e então eles serão fragmentados. Isso que dizer que 100% de seus órgãos e membros serão “doados” para outra pessoas, o que equivale a morte dessa pessoa. Aqueles que são órfãos também podem passar pela fragmentação. Além disso, tem outra 'lei', que chamam de cegonha, que diz que bebês indesejados que são deixados na porta de uma casa, serão de responsabilidade obrigatória de quem mora ali, a não ser que a pessoa “doando” o bebê seja pega em flagrante, sendo assim obrigada a ficar com a tutela da criança.

"A lei da vida declara que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de 13 anos. No entanto entre os treze e dezoito anos a mãe ou o pai pode escolher "abortar" retroativamente uma criança... com a condição que a vida da criança não tenha fim tecnicamente."

É nesse mundo que conhecemos Connor, Risa e Lev. Connor é um jovem de 16 anos que teve sua ordem de fragmentação assinada pelos pais. Quando descobre, ele resolve fugir porque se completar 18 anos sem ser pego, ele consegue se livrar da fragmentação. Risa vive numa Casa Estadual, ela é órfã e tem 15 anos. Num dia qualquer, descobre que sua ordem de fragmentação foi assinada porque eles precisam de mais espaço para novos órfãos na casa e portanto estão “se livrando” dos mais velhos. É numa situação inusitada que ela consegue fugir a caminho de sua fragmentação. Lev é um menino de 13 anos que sabe desde que nasceu que será fragmentado. Sua família é religiosa e ele é o décimo filho da família, o que eles consideram um dízimo e portanto quando completasse essa idade, ele seria levado para a fragmentação. Em outra situação inusitada, ele, Connor e Risa tem seus caminhos cruzados e se tornam fugitivos juntos. Sua esperança é a de que consigam fugir até completarem 18 anos. Mas será que eles vão conseguir?

“Não levou muito tempo para que a ética fosse esmagada pela ganância. A fragmentação tornou-se um grande negócio, e as pessoas deixaram que acontecesse”

Resenha: A Rainha Vermelha de Victoria Aveyard

Título: A Rainha Vermelha
Série: A Rainha Vermelha #1
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765695
Gênero: Distopia, Young Adult, Fantasia
Ano: 2015
Páginas: 424
Classificação: 4.5 de 5
Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

Em A Rainha Vermelha as pessoas são divididas entre a cor de seu sangue: os Vermelhos são as pessoas comuns, que nesse mundo, tem que trabalhar duro para não morrer de fome. Suas opções são ir para a guerra aos 18 anos ou ser aprendiz de alguém, terminar o aprendizado e ter um trabalho que o livre de se alistar. Os Prateados são os que detêm poder, os nobres. Eles têm diversos poderes, desde telecinese à força extrema. A família real é Prateada e comanda o reino. 

“O sangue deles é uma ameaça, um aviso, uma promessa. Não somos iguais e jamais seremos.“ 

Mare Barrow vem de uma família de Vermelhos e ela não é aprendiz porque não sabe fazer nada e por isso vive “roubando” as pessoas sorrateiramente para manter a família, que na verdade nem aceita as coisas que ela faz. Ela será levada quando completa 18 anos para a guerra. Sua irmã mais nova é aprendiz e é quem salvará a família de verdade. Seus 3 irmãos estão na guerra, seu pai anda em uma cadeira de rodas depois de ser ferido na guerra e a mãe cuida da casa. 

Mare acaba encontrando a “oportunidade” de salvar sua família e um amigo, quando descobre ter poderes assim como os prateados e passa a virar um fantoche para o rei. Grandes serão as consequências que essa revelação trará, não só para a vida de Mare, mas para o mundo em que ela vive.

“E nós vamos nos levantar. Vermelhos como a aurora.”

A Rainha Vermelha virou burburinho no exterior muito antes de ser lançado e não é à toa. É difícil falar nele sem lembrar duas séries de livros: A Seleção e Jogos Vorazes. Não estou querendo comparar nenhuma das obras, apenas dizer que havia momentos em que eu recordava das duas séries, sejam em momentos de batalhas em arenas, de uma revolução ou da menina pobre, que vive em um lugar segregado, que foi pra um castelo com príncipes e reis. Mas são poucas as semelhanças, se é que realmente há alguma.

Resenha: Eu Te Darei o Sol de Jandy Nelson

Título: Eu Te Darei o Sol
Autora: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581636467
Gênero: Young Adult
Ano: 2015
Páginas: 384
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Classificação: 1.5 de 5

Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém. Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Em Eu te darei o sol conhecemos os gêmeos Noah e Jude. A narrativa é dividida entre os dois, onde ele nos conta o passado e ela o presente. No passado, Noah é um menino de 13 anos, tímido, com problemas com o pai, sem amigos, que sofre bullying e tem uma relação confusa sobre sua sexualidade. E Jude é uma menina bonita, popular, que chama a atenção e tem problemas com a mãe. Um evento entre esse passado e presente é o que os distancia e os deixa com a personalidade alterada. E passamos a conhecer a relação de “amor e ódio” entre os irmãos. É como uma relação do tipo, “te amo, mas vou te sabotar” entre irmãos.

"- Você é artista?
- Sou uma confusão, é isso que eu sou (...) uma confusão insuportável."

Tive vários problemas com o livro. Um deles foi o tipo de narrativa, cheia de floreio, filosófico, com figuras de linguagem e muito lírico. O segundo foram os capítulos muito longos, alguns em torno de 80 páginas, o que diminuiu muito o ritmo de leitura, que ficou arrastada e cansativa, me fazendo querer desistir ou pular páginas. O terceiro foram os próprios protagonistas que não me chamaram a atenção, não me cativaram, portanto, não consegui sentir nada por nenhum dos dois.

"Amor, penso e penso e penso, mas não digo. Não digo. Não diga. Não lhe diga que você o ama. Mas digo. Eu o amo mais do que tudo, Fecho meus olhos e mergulho nas cores, abro-os e mergulho na luz porque bilhões e bilhões de baldes de luz são derramados sobre nossas cabeças."

O livro simplesmente não funcionou pra mim e eu já deveria imaginar porque o outro livro da autora, O céu está em todo lugar, não foi uma leitura prazerosa como foi pra maioria, tanto que a abandonei anos atrás. Se eu tivesse lido o primeiro capítulo antes de solicitar pra resenha eu nem solicitaria porque de cara eu já veria que não é o tipo de livro que eu curtiria.

Resenha: A Cidade Murada de Ryan Graudin

Título: A Cidade Murada
Autora: Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Gênero: Ficção Realista, Young Adult, Distopia
ISBN: 9788565765633
Ano: 2015
Páginas: 400
Classificação: 4 de 5
Sinopse: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho. Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

Existem três regras para sobreviver na Cidade Murada. Corra rápido. Não confie em ninguém. Ande sempre com uma faca.
Baseado na cidade Kowloon, que existiu em Hong Kong até os anos 90, A Cidade Murada conta a história de três pessoas: Dai, Jin e Mei Yee. A incógnita fica por conta de Dai, pois não sabemos exatamente o que ele quer na Cidade Murada, enquanto que os planos de Jin são claros, ela quer encontrar a irmã mais velha que foi vendida para um bordel pelo próprio pai. Já Mei Yee, a que vive no bordel, apenas vive e convive com essa vida no dia a dia, não há mais nada o que fazer. É então que o destino dos três se entrelaça e vamos descobrindo um pouco mais de cada um e o que planejam.

[...] me falava desse lugar, a Cidade Murada de Hak Nam. Uma mistura dos ingredientes mais sombrios da humanidade - ladrões, prostitutas, assassinos, viciados - em dois hectares e meio. O inferno da terra, ele dizia. Um lugar tão implacável que nem mesmo a luz do sol tinha coragem de entrar.

Resenha: A Herdeira de Kiera Cass

Título: A Herdeira
Série: A Seleção #4
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765657
Gênero: Romance, Young Adult
Ano: 2015
Páginas: 361
Nota: 3
Sinopse: No quarto volume da série que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil, descubra o que vem depois do “felizes para sempre”. Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

A Herdeira se passa 20 anos após os acontecimentos de A Escolha e é o quarto livro da série A Seleção. É impossível falar sobre ele, sem dar spoiler dos anteriores, até porque o próprio título já é um spoiler pra quem não leu a série. Mas não se preocupe, não há spoiler de A Herdeira

Depois de ficarem juntos em A Escolha, America e Maxon se tornam rei e rainha antes do previsto, devido aos acontecimentos finais. Vinte anos mais tarde eles têm 4 filhos e a mais velha, Eadlyn (que raios de nome é esse?) será a nova rainha. Ela tem um irmão gêmeo, mas por ter nascido 7 minutos antes dele, a sucessão do trono será sua e Illéa terá pela primeira vez uma governante mulher. 

"Por acaso não sabiam quem eu era e para que haviam me treinado? Eu era Eadlyn Schreave. Nenhuma pessoa era tão poderosa quanto eu."

Preciso admitir que o início da história já me fez ficar com o pé atrás com a protagonista. Em certos momentos ela parecia uma menina mimada que se achava o último biscoito do pacote. Outra coisa que me incomodou inicialmente foi o motivo pra ter outra seleção. Ela surge da seguinte forma: após Maxon acabar com o sistema de castas durante seu reinado, as coisas parecem estar indo bem, até que nos últimos anos elas começam a sair do controle, com algumas pessoas tendo certos preconceitos com outras por algo que já foi “extinto”. Para acalmar o povo, Maxon acredita que uma seleção para escolher o marido de sua filha e futura rainha é o ideal. 

Por nascer com essa responsabilidade, Eadlyn deveria ser uma personagem forte, confiante, determinada, dentre outras várias qualidades, mas ela é prepotente. Como tem esse gênio forte e é independente, ela fica indignada com a ideia de uma seleção para escolher seu marido e fará de tudo para sabotar sua seleção.

Resenha: A Ilha dos Dissidentes de Bárbara Morais

Título: A Ilha dos Dissidentes 
Série: Trilogia Anômalos #1
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
Gênero: Distopia, Young Adult
Páginas: 304 
Ano: 2013
Sinopse: SER LEVADA PARA uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Já faz um tempo que tenho o livro em minha estante e estava super empolgada por ser distopia e de autora nacional, mas acabei adiando a leitura propositalmente para que no mínimo o segundo volume já estivesse à venda, porque não só odeio esperar continuações, mas sempre esqueço detalhes do livro anterior. 

Em um futuro distante (pelo menos foi o que eu consegui captar), após uma guerra com armas nucleares, químicas e as tempestades solares, surgiram os anômalos: pessoas que tiveram sua genética modificada e com isso desenvolveram várias habilidades. Desde telepatia a atravessar paredes, respirar debaixo d’água, dentre muitas outras, essas pessoas “especiais” começaram a ser vistas como perigosas e por isso as cidades foram divididas entre aquelas em que somente pessoas “normais” vivem e os “especiais” separadamente. Mesmo vivendo em locais diferentes, há a possibilidade de interação entre eles e por isso os anômalos devem se vestir de amarelo quando em locais públicos, como estações de metrô, por exemplo, para serem diferenciados. 

"Bem-vinda ao inferno, Varuna. Aproveite a estadia"

Em A Ilha dos Dissidentes somos apresentados a protagonista Sybil Varuna, uma garota de 16 anos, órfã desde pequena e vivendo num orfanato na cidade Kali, uma zona de guerra. Ao ser levada para um campo de refugiados, ela acaba sendo a única sobrevivente de um naufrágio e é descoberto que ela é uma anômala. Sybil acaba sendo adotada por uma família na cidade de Pandora, onde somente vivem anômalos. Sua vida parece melhorar quando encontra uma boa família e novos amigos na escola, mas como nada que é bom dura para sempre...

Resenha: Mar da Tranquilidade de Katja Millay

Título: Mar da Tranquilidade
Autora: Katja Millay
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance, drama, jovem-adulto
Tradução: Carolina Alfaro
Ano: 2014
Páginas: 368
Sinopse: Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele. A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida. À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde - ou se é isso mesmo que ele quer.

Engraçado como vivemos em um mundo imprevisível a ponto de ainda nos surpreendermos quando algo acontece ou deixa de acontecer. Não há garantias, padrões, nada a se esperar. Há apenas o amanhã. O incerto, mesmo que nem nos demos conta disso agora. Em um dia Nastya Kashnikov tem a vida perfeita. No seguinte, tudo lhe é tirado de um único golpe. Sua segurança, sua paz. Até mesmo sua voz. Na verdade, a voz não, é pior do que isso: Sua vontade de falar. Porque nada mais há para ser dito depois daqueles poucos, mas suficientes instantes de terror. Qualquer vontade além da de afastar a todos que se atreva a tentar se aproximar simplesmente foi banida de seu mundo. Agora ela é Nastya, a garota excêntrica que usa preto e quer que todos literalmente a odeiem, apenas para ficar em paz. Ela não é gentil. Não quer ser gentil. Só quer essa escuridão dos seus dias.

(...) "Não faz diferença se fazemos tudo certo, se nos vestimos do jeito apropriado e agimos da maneira correta e seguimos todas as regras, porque o mal vai nos encontrar mesmo assim. O mal é muito engenhoso." (...)

E então há esse garoto chamado Josh. Ele parece ser uma lenda na escola, um ícone admirado e temido na mesma proporção. Vive cercado, se protegendo das pessoas que podem vir a machucá-lo quando também partirem. Porque ele perdeu todos com quem já se importou um dia, menos seu melhor amigo, o único que restou e que o conhece de verdade. Se sente marcado, amaldiçoado, incapaz de acreditar e se entregar.
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