Autora: Pam Gonçalves
Editora: Galera
Gênero: New Adult, Romance
ISBN: 8501106690
Ano: 2016
Sinopse: Alina quer deixar seu passado para trás. Boa aluna, boa filha, boa menina. Não que tudo isso seja ruim, mas também não faz dela a mais popular da escola. Agora, na universidade, ela quer finalmente ser legal, pertencer, começar de novo. O curso de Engenharia da Computação - em uma turma repleta de garotos que não acreditam que mulheres podem entender de números -, a vida em uma república e novos amigos parecem oferecer tudo que Alina quer. Ela só não contava que os desafios estariam muito além da sua vida social. Quando Alina decide deixar de vez o rótulo de nerd esquisitona para trás, tudo se complica. Além de festas, bebida e azaração, uma página de fofocas é criada na internet, e mensagens sobre abusos e drogas começam a pipocar. Alina não tinha como prever que seria tragada para o meio de tudo aquilo nem que teria a chance de fazer alguma diferença. De uma hora para outra, parece que o que ela mais quer é voltar para casa.
"Juntas somos muito mais fortes."
Antes de tudo eu preciso dizer o seguinte: Boa
Noite é um livro muito relevante!
Eu só soube realmente sobre o tema central do livro através
de uma resenha que li no blog em que eu ganhei o livro num sorteio (uhuu!!). Boa
Noite aborda a vida universitária de uma caloura, que muda de cidade, passando
a morar numa república. Uma garota que quer mudar seu status de “nerd” pra mais
sociável/legal, que passa por preconceito pela escolha do seu curso ‘Engenharia
da Computação’ e que trata de abusos sexuais dentro da universidade.
A narrativa é feita por Alina em primeira pessoa,
num tom jovem e com bom ritmo. Inicialmente a leitura é leve, mas conforme os
assuntos centrais vão aparecendo, percebemos que nada é abordado
superficialmente.
No início achei Alina influenciável, algo que eu
diria ser até típico de muita gente, principalmente adolescentes. Quem nunca
ficou com medo de dizer “não” a alguma coisa? Seja aquela bebida alcoólica que
uma amiga oferece ou qualquer outra coisa, que às vezes você nem se sente
confortável, mas acaba aceitando para “fazer parte”. O fato de ela tentar o
tempo todo mudar seu “eu” da escola pra seu “eu” universitário me incomodou um
pouco. Mas aos poucos começamos a ver Alina se impor e decidir por si mesma o
que era ou não melhor para ela. Ela foi uma personagem bem real, tanto com defeitos
comuns como com qualidades admiráveis. E evoluiu ao longo do livro.












































