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Resenha: Nossas Noites de Kent Haruf

Título: Nossas Noites
Autor: Kent Haruf 
Gênero: Romance 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 160
Ano: 2017

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Classificação: 3/5

Sinopse: Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.

Olá, pessoal! Tudo tranquilo? Hoje vamos falar de Nossas Noites do Kent Haruf. Esse livro foi publicado postumamente. Haruf faleceu em 2014 aos 71 anos. Em vida recebeu alguns prêmios por seus livros, como, por exemplo, "Whiting Foundation Award" e a citação da "Hemingway Foundation/PEN Award", além do "Dos Passos Prize for Literature". 

Resenha: A Revolução dos Bichos de George Orwell

Título: A Revolução dos Bichos  
Autor: George Orwell 
Gênero: Distopia
Editora: Companhia das Letras  
Páginas: 152
Ano: 2007

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Classificação: 4/5

Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, 'A Revolução dos Bichos' é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stalin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, a obra passou a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell repetiria o mesmo gesto anos mais tarde com seu outro romance 1984, finalizado-o às pressas à beira da morte para que o mesmo service de alerta ao ocidente sobre o horrores do totalitarismo comunista. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.

Olá pessoal, tudo tranquilo? Vamos falar de um dos meus escritores preferidos?

Eric Arthur Blair (1903–1950), mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Sua obra é marcada por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita.

Considerado talvez o melhor cronista da cultura inglesa do século XX, Orwell se dedicou a escrever resenhas, ficção, artigos jornalísticos polêmicos, crítica literária e poesia. Ele é mais conhecido pelo romance distópico “1984” (1949) e pela novela satírica “A Revolução dos Bichos” (1945).

A Revolução dos Bichos é um romance satírico que narra uma história de corrupção e traição e utiliza a figuras de animais para retratar as fraquezas humanas e criticar o "paraíso comunista" proposto pela Rússia na época de Stalin.

Resenha: A Arte De Ouvir O Coração de Jan-Philipp Sendker

Título: A Arte De Ouvir O Coração
Autor: Jan-Philipp Sendker
Editora: Companhia das Letras
Selo: Paralela
Gênero: Romance
Ano: 2013
Páginas: 256
Sinopse: O alemão Jan-Philipp Sendker conseguiu um grande feito: com uma história de amor forte e emocionante, mas totalmente diferente das tradicionais, conquistou milhões de leitores por todo o mundo. Só na Alemanha, já são quinhentos mil exemplares vendidos. Este livro conta a história de um bem-sucedido advogado de Nova York que desaparece de repente sem deixar vestígios, o que motiva Julia, sua filha, a ir atrás da única pista que tem - uma carta de amor de seu pai para uma mulher da Birmânia. Mas tudo isso é só uma introdução para a grande história que o leitor, acompanhando Julia, vai conhecer a partir daí. Um velho de Kalaw começa, então, a falar sobre a infância de seu pai, um período difícil para o pequeno Tin Win devido à crença de sua mãe que dizia que o menino havia nascido em um péssimo dia. Quando chega aos 10 anos, e parece já ter passado por muitos momentos ruins, ele fica cego. Mas diferente da forma que geralmente encaramos as coisas, isso não parece o fim do mundo para Tin Win. Não há tristeza ou desespero, mas sim um novo desafio que o leva a desenvolver a arte de identificar uma pessoa pelo som do coração batendo. E é assim que ele conhece o amor de sua vida, Mi Mi. Uma garota que aos poucos vamos descobrindo que também teria motivos de sobra para desistir da vida, mas que simplesmente vive como se ela fosse um grande milagre. A história segue de forma tão impressionante que as deficiências de Tin Win e de Mi Mi se tornam um simples detalhe.

Muito se fala de um sentimento que arrebata e transforma, mas poucas pessoas o conhecem realmente. Poucos amam incondicionalmente, sem esperar nada em troca, se contentando com pouco. Sem ciúmes ou cobranças. Poucos sentem sua face mais pura e intensa. É esse tipo sentimento que transborda das páginas de "A Arte De Ouvir O Coração." Transborda e nos atinge em cheio, jorrando reflexões e divagações com força. Abalando nossas estruturas. E ficamos ali, nos perguntando se já vivemos ou se um dia teremos a sorte de viver a verdadeira essência do que todos conhecemos como amor.

"Claro que não me refiro aos acessos de paixão que nos levam a fazer e dizer coisas das quais nos arrependeremos depois, que nos iludem a pensam que não podemos viver sem determinada pessoa, que nos deixam tremendo de medo só de pensar em perdê-la - um sentimento que nos empobrece ao invés de nos enriquecer, porque desejamos ter o que não podemos, manter o que não podemos."

Resenha: Alguém para Correr Comigo de David Grossman

Título: Alguém para correr comigo
Autor: David Grossman
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 8535906606
Ano: 2005
Páginas: 440
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Sinopse: Premiado em Israel e na Europa por seus romances, o israelense David Grossman é conhecido por oferecer ao leitor --sobretudo o estrangeiro-- um panorama notável da vida moderna de Israel. O romance "Alguém Para Correr Comigo" (Companhia das Letras, 2005) relata uma aventura urbana pelo submundo de Jerusalém. Assaf é um garoto de 16 anos que gosta de futebol, fotografia e computador. Nas férias, ele arruma um emprego na prefeitura de Jerusalém. Sua vida é atingida por um turbilhão quando ele se junta a Tamar, garota de sua idade que tem um plano audacioso e urgente: libertar o irmão de uma organização clandestina que escraviza jovens artistas e os prende num albergue sinistro, abastecido com heroína e outras drogas. David Grossman combina elementos do realismo a um tratamento fabular inventivo. A narrativa cativa o leitor desde a primeira linha e segue num jogo de revelação e suspense até as últimas páginas. O resultado é um romance sofisticado e envolvente, para leitores jovens e adultos.

Existem livros que nos conquistam mesmo antes que possamos tê-los nas mãos. É como amor a primeira vista. De repente estamos fascinados pela sinopse, pela capa, pela premissa ou até pelo título. Aqueles que nos ganham nas primeiras páginas. Seja pela história ou simplesmente pela escrita. Aqueles livros que temos certeza que serão marcantes e que se não o forem positivamente, serão uma grande decepção. No entanto, também existem aqueles livros nos quais precisamos confiar. Aqueles que sentimos que têm algo guardado para nós, mesmo que nas primeiras páginas a leitura esteja arrastada e difícil. Geralmente, esses livros ou você ama ou odeia. “Alguém para correr comigo” é exatamente assim. Extremo e arriscado.

Assaf é um garoto normal de dezesseis anos, vivendo em Jerusalém e trabalhando na prefeitura da cidade. Sua incumbência da vez é encontrar o dono de um cachorro muito impaciente que foi encontrado perdido e cobrar-lhe uma multa. A técnica para se fazer isso é simples: Deixar o próprio cão conduzi-lo diretamente a seu dono. E assim Assaf passa a correr pela cidade atrás do animal.
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