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Resenha: A Garota do Lago de Charlie Donlea

Título Nacional: A Garota do Lago
Título Original: Summit Lake
Autor: Charlie Donlea
Editora: Faro Editorial
Gênero: Suspense, Policial
ISBN: 9788562409882
Ano: 2017
Páginas: 296
Nota: 4 de 5
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Sinopse: ALGUNS LUGARES PARECEM BELOS DEMAIS PARA SEREM TOCADOS PELO HORROR… Summit Lake, uma pequena cidade entre montanhas, é esse tipo de lugar, bucólico e com encantadoras casas dispostas à beira de um longo trecho de água intocada. Duas semanas atrás, a estudante de direito Becca Eckersley foi brutalmente assassinada em uma dessas casas. Filha de um poderoso advogado, Becca estava no auge de sua vida. Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso. E LOGO SE ESTABELECE UMA CONEXÃO ÍNTIMA QUANDO UM VIVO CAMINHA NAS MESMAS PEGADAS DOS MORTOS… E enquanto descobre sobre as amizades de Becca, sua vida amorosa e os segredos que ela guardava, a repórter fica cada vez mais convencida de que a verdade sobre o que aconteceu com Becca pode ser a chave para superar as marcas sombrias de seu próprio passado...

Numa cidade pequena onde nada relevante acontece, o assassinato de uma jovem chama atenção. Becca tinha planos para o futuro e uma vida toda pela frente, se não fosse por um criminoso que tirou sua vida. Sem suspeitos, um caso intrigante e cruel. É aí que entra Kelsey Castle, uma repórter/jornalista que foi designada para escrever um artigo para sua revista sobre o caso. Kelsey acabou de passar por um trauma e estava de licença e esse é seu primeiro caso desde seu afastamento. Com uma tarefa difícil pela frente, já que as autoridades e a família da vítima não repassam informações sobre o caso, Kelsey terá uma dura tarefa para desvendar o caso. 

Essa foi a primeira obra do autor e devo dizer que ele começou muito bem. O início para mim foi um pouquinho difícil, não me atraiu logo na primeira página, mas páginas depois eu já havia sido fisgada e quis desvendar o mistério por trás do assassinato de Becca junto com Kelsey.

Resenha: Marca da Escuridão de Sylvia Day

Título: Marca da Escuridão
Série: Marked #1
Autora: Sylvia Day
Editora: Faro Editorial
Ano: 2015
Gênero: Romance, Fantasia, Suspense, Mistério, Erótico
ISBN: 978-85-62409-35-6
Páginas: 278
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Classificação: 4 de 5
   
Ps: não recomendado para menores de 18 anos. Cenas hot.
Sinopse: Amaldiçoada por Deus, caçada por demônios, desejada por Caim e Abel...
Tudo isso em um dia normal de trabalho...
Anos atrás, Evangeline teve uma incrível noite de amor com um homem misterioso que ela nunca mais conseguiria esquecer. Mas aquele momento de prazer tornou-se um desastre de proporções bíblicas: ela recebera a Marca de Caim. Empurrada para um mundo em que pecadores são marcados e transformados em assassinos de demônios, ela tem agora Caim como protetor e Abel como seu novo chefe, que também fica loucamente atraído por ela. Eva torna-se então o novo e explosivo ponto de discórdia, no caso mais antigo de rivalidade entre irmãos...

"O pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo."
                                                                                 - O Senhor para Cain, Gênesis 4,7

Hey leitores fantásticos! Hoje vou falar de Marca da Escuridão, é o primeiro livro da série Marked, da incrível Sylvia Day, publicado aqui no Brasil pela Faro Editorial. Em sequência teremos Marca da Destruição - livro II, e por último Marca do Caos - livro III. Ouvi falar por aí que também existem dois contos que compõem a série, não sei se a Faro vai publicar, vamos torcer que sim.

Depois de uma noite de amor incrível, Eva descobre que foi marcada. Ele era Caim.

Acredito que todos em algum momento devem ter lido a Bíblia, certo?! Se sim, quem ouviu falar da história de Caim e Abel?!

A história de Caim e Abel é narrada no livro de Gênesis. Este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade. Adão e Eva, após serem expulsos do jardim do Éden, tiveram um filho, chamado Caim, e, posteriormente, tiveram Abel. Os dois irmãos cresceram juntos.
Em determinada ocasião, Caim e o seu irmão mais novo Abel apresentaram ofertas a Deus. Caim apresentou frutos do solo, do seu trabalho braçal mais pesado, e Abel ofereceu primícias do seu rebanho (uma ovelha), a que mais amava e que recebeu de Deus. (Gênesis 4:3, 4). A oferta de Abel teria agradado a Deus, enquanto que a de Caim não, caindo-lhe o semblante.
Deus diz a Caim, após ver o seu semblante caído por ter sua oferta rejeitada: "Se procederes bem, não é certo que serás aceito?" (Gn 4.7).
Possuído por ciúmes, Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão.
Respondendo ainda com arrogância ao ser interpelado por Deus, o Criador sentenciou-o ao banimento do solo, além de ser condenado à condição de errante pelo mundo, que parte em busca de um futuro indefinido em um deserto de homens. Caim lamentou a severidade da sua punição e mostrou ansiedade quanto à possibilidade de o assassinato de Abel ser vingado nele, mas, ainda assim, não expressou nenhum arrependimento. O Criador "estabeleceu um sinal para Caim", o signo protetor que designa a criatura de Deus, a marca do filho de Adão, para impedir que fosse morto, mas o registro não diz que esse sinal ou marca fosse colocado de algum modo no próprio Caim. Deus disse ainda que quem o matasse seria "castigado sete vezes".
(Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Caim_e_Abel)

Mas Lili, porque toda a "estrada da memória" de Caim e Abel? Simplesmente, porque eles são protagonistas dessa história, juntamente com Evangeline Hollis, nossa Eva, que não, nessa história não é a mãe deles, apesar de ter o mesmo nome (após a leitura, senti que fosse uma espécie de ironia). O Alec Caim e o Reed Abel, na série Marked, são os célebres Caim e Abel filhos de Adão e Eva. Looooooucura! Rs...

Resenha: E Não Sobrou Nenhum de Agatha Christie

Título: E Não Sobrou Nenhum
Autora: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Gênero: Mistério, Crime
ISBN: 9788525057013
Ano: 2014
Páginas: 400
Classificação: 4 de 5 
Sinopse: Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitavél, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.


E Não Sobrou Nenhum é a mais bem sucedida obra de Agatha Christie. Há muito tempo eu venho querendo conhecer pelo menos uma de suas obras e escolhi essa pra iniciar. O livro foi primeiramente lançado (em 1939) como Ten Little Niggers (no Brasil como “O Caso dos Dez Negrinhos”) e houve a mudança no título porque em inglês a palavra “nigger” é pejorativa e remete a racismo e no Brasil a editora, por motivo contratual, também teve que fazer a alteração.

Tudo começa quando dez pessoas são convidadas, por motivos diferentes (seja por trabalho, férias, reencontrar amigos, etc) para uma casa na Ilha Soldado (completamente isolados do continente). Elas não se conhecem e já no primeiro dia em que estão hospedadas, cada um é acusado de ter cometido um crime. Como se não bastasse, um a um começa a morrer misteriosamente e aos poucos eles percebem que terão que desvendar o mistério dessas mortes e quem está por trás disso antes que sejam as próximas vítimas, além disso, devem descobrir uma maneira de sair da ilha.

A narração é dividida entre vários pontos de vista e aos poucos vamos conhecendo um pouquinho de cada personagem. A história já começa com eles no trem a caminho da ilha, com alguns deles contando o motivo de ter sido chamado para lá. Quando cada um é acusado de um crime, passamos a conhecê-los um pouquinho mais e ficamos sabendo se eles são ou não culpados da acusação.

Resenha: Jackaby de William Ritter

Título: Jackaby
Série: Jackaby # 01
Autor: William Ritter
Editora: Única
Gênero: Sobrenatural, Mistério
Ano: 2015
Páginas: 256
Classificação: 3 de 5
Sinopse: "Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério!

O ano é 1892. Abigail Rook é uma jovem europeia que foge de casa com o dinheiro que os pais guardavam para seus estudos e vai parar em New Fiddleham, na América do Norte. Ela está cansada da vida pacata que tinha e viajou em busca de aventura. Para se estabelecer, ela vai atrás de um emprego e consegue uma vaga como assistente do detetive R. F. Jackaby.

[...] Rapidamente eu descobria que Jackaby tinha um jeito de abrir esse cantinho do meu cérebro. Era um cantinho quieto, no qual tinha vivido quando era menor. Onde tudo era possível, onde a magia não era um sonho acordado improvável, mas um fato óbvio - mesmo que fora de alcance. Naquele tempo, eu sabia que havia monstros no mundo, mas eu os aceitava feliz da vida, ciente de que, pela mesma lógica, também deveriam existir magos e varinhas mágicas e tapetes voadores. Nunca fechei realmente essa parte da minha mente, apenas fui parando de visitá-la, à medida que fiquei mais velha. Eu a deixara destrancada, como o tesouro bagunçado lá em cima, esperando que alguém viesse remexer.

Jackaby é um detetive pra lá de diferente, cheio de peculiaridades e a maioria das pessoas o acha estranho e tentam manter distância dele. Uma de suas habilidades é sua capacidade de enxergar o sobrenatural e assim ele se dedica a desvendar casos desse tipo.

Resenha: 172 Horas na Lua de Johan Harstad

Título: 172 Horas na Lua 
Autor: Johan Harstad
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637099
Gênero: Young Adult, Terror, Mistério, Ficção Científica
Ano: 2015
Páginas: 288
Classificação: 3 de 5
Sinopse: O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviando mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepara-se para a contagem regressiva.

É 2018 e em uma reunião secreta, a NASA resolve fazer uma expedição à lua. O propósito da expedição não fica claro de início e é aí que começa o mistério em torno do que exatamente eles querem encontrar na lua. Fica ainda mais instigante a ideia de levar três adolescentes na expedição junto a alguns astronautas. A missão vai durar 172 horas. Adolescentes de todo o mundo participam de um sorteio para serem escolhidos para essa missão e três deles são sorteados. 

Mia tem 16 anos e é uma norueguesa, faz parte de uma banda e é inscrita contra sua vontade no sorteio, mas no fim das contas aceita seu destino, que pode trazer fama para sua banda. Midori tem 15 anos e é japonesa, seu sonho é sair do Japão, onde sofre bullying na escola. Ela vê essa missão como sua escapatória. Antonie é um francês de 17 anos que teve o coração partido pela namorada, que o troco por outro e vê essa viagem como uma oportunidade pra se afastar daquela que tanto o magoou. Os três vão passar por treinamentos e em 2019 embarcar na expedição que vai mudar suas vidas para sempre. 

O livro é dividido em três partes: A Terra, O Céu e Depois. O início vai mostrando a vida dos três adolescentes, a época em que participam do sorteio, quando ganham, pra só depois eles finalmente irem à lua e as coisas acontecerem realmente. Mas o bom foi que cortaram a parte do treinamento, senão seriam muitas páginas sem desenvolver realmente a trama. Então antes da metade do livro é que as coisas começam a esquentar. 

Resenha: Boneca de Ossos de Holly Black

Título: Boneca de Ossos
Autora: Holly Black
Editora: Novo Conceito
Selo: #Irado
Gênero: Infanto-Juvenil, Mistério, Aventura
Ano: 2014
Páginas: 224
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Sinopse: POPPY, ZACH E ALICE sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo...

Boneca de Ossos nos trás de volta àquela época de nossas vidas onde estamos descobrindo coisas novas como o primeiro amor ou quando começamos a ter vergonha de algo que parece ser de criança. Uma época onde nossa imaginação nos leva longe. É assim que Poppy, Zach e Alice vivem. Eles são amigos desde novinhos e estão naquela fase “pré-adolescente” onde estão começando a entender melhor a vida, conhecer melhor a si mesmo, mudanças no corpo, novos sentimentos, etc. 
— Ele precisa crescer. Era a hora de se livrar deles. Ele devia estar focado nos amigos, em ouvir música e ficar de bobeira. Zach, acredite em mim, você não vai sentir falta deles. 

Resenha: Colin Fischer de Ashley Edward Miller e Zack Stentz

Título: Colin Fischer
Autores: Ashley Edward Miller e Zack Stentz
Editora: Novo Conceito
Gênero: Young Adult, Mistério, Ficção
Ano: 2014
Páginas: 176
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Sinopse: Resolvendo o crime. Uma expressão facial por vez. O ano letivo de Colin Fischer acabou de começar. Ele tem cartões de memorização com expressões faciais legendadas, um desconcertante conhecimento sobre genética e cinema clássico e um caderno surrado e cheio de orelhas, que usa para registrar suas experiências com a MUITO INTERESSANTE população local. Quando um revólver dispara na cantina, interrompendo a festinha de aniversário de uma das garotas, Colin é o único que pode investigar o caso. Está em suas mãos provar que não foi Wayne Connelly, justamente aquele que mais o atormenta, que trouxe a arma para a escola. Afinal de contas, a arma estava suja de glacê, e Wayne não estava com os dedos sujos de glacê…

Colin Fischer é uma menino bem peculiar de 14 anos, que está entrando para o colegial. Ele tem cartões com expressões faciais para compreender o que as pessoas estão tentando demonstrar, não gosta de ser tocado por ninguém, não gosta de barulho alto, evita contato visual e vive com o “Caderno” onde anota tudo que vê, principalmente o comportamento das pessoas, para tentar entender o que acontece a seu redor. Além disso, ele é muito inteligente, especialmente quando se trata de matemática, que ele adora, mas ele não se socializa muito bem com as pessoas.

Resenha: Quando Eu Era Joe de Keren David

Título: Quando Eu Era Joe
Autora: Keren David
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633398
Ano: 2014
Páginas: 318

Sinopse: Imagine o que é perder, em uma única noite, sua casa, seus amigos, Como é possível viver mentindo sobre todas as coisas? Sua escola e até mesmo o seu nome. Aos 14 anos, Ty presencia um crime bárbaro num parque de Londres. A partir desse momento, tudo muda para ele: a polícia o inclui no programa de proteção à testemunha, e Ty é obrigado a assumir uma vida diferente, em outra cidade. O menino ingênuo, tímido, que costumava ser a sombra do amigo Arron, matricula-se na nova escola como Joe... E Joe não poderia ser mais diferente de Ty: faz sucesso com as meninas, torna-se um corredor famoso... Joe é tão popular que acaba incomodando os encrenqueiros da escola. Ser Joe é bem melhor do que ser Ty. Mas, logo agora, quando ele finalmente parece ter se encaixado no mundo, os atentados e ameaças de morte contra sua família o obrigam a viver no anonimato, em fuga constante e sob a pressão de prestar depoimentos sobre uma noite que ele gostaria de esquecer. Um livro – de tirar o fôlego! – sobre coragem e sobre o peso das consequências do que fazemos.

Mas o que mais temo é aquilo em que estou me transformando por dentro. [Pág. 150] 
Ty é um menino de 14 anos que testemunha um crime e por isso acaba sendo perseguido pelos culpados que o querem silenciar para que não testemunhe em julgamento o que aconteceu. Com isso, a polícia resolve colocá-lo em um serviço de proteção a testemunha e então ele e sua mãe se mudam para uma nova cidade para começar uma nova vida de mentiras. Ty agora é Joe, entra em uma nova escola, muda sua aparência como disfarce, só que o que não imaginou é que acabasse fazendo certo sucesso com as meninas e no esporte, coisa que na sua escola anterior era impossível, pois ele era invisível.

Joe e sua mãe terão que lidar com todas as mentiras e mudanças em suas vidas e com possíveis ataques à sua família para ferir Joe. Além disso, Joe parece que não consegue ficar fora de encrencas e chamar atenção para si na escola. Como eles irão lidar com essas pessoas perigosas? Será que foram encontrados? Será que podem confiar em todos? Mistério e suspense é o que encontramos nas páginas de Quando Eu Era Joe...

Enquanto lia achei a história interessante e com um tema diferente do que estou acostumada, apesar de que mostra mais Joe na escola do que lidando com outros problemas, mas os personagens não me cativaram, Joe não se destacou a meus olhos e isso afetou o que achei do livro de modo geral. Ele às vezes parecia ter dupla personalidade, uma hora calmo e gentil e na outra revoltado, não entendi todas suas mudanças de humor.

Algumas coisas não são respondidas no inicio do livro, por exemplo, o que exatamente aconteceu nessa cena do crime que Ty/Joe viu (morreu alguém, mas não explica mais que isso), quem eram as pessoas envolvidas, seu passado na escola com um amigo que mais parecia um inimigo de vez em quando, etc. Isso só aparece no final, nos prendendo com a leitura.

Joe narra sua história em primeira pessoa, de forma simples. A diagramação é boa e os capítulos não são longos. Enquanto lia senti certa diferença sobre a ambientação com outras leituras. Há palavras que Joe fala, onde tem a explicação no rodapé, que não são típicas dos norte americanos como estou acostumada, e sim da Europa, onde o livro é centrado.

O livro retrata vários assuntos que não imaginei ao ler a sinopse, como gangues, bullying, violência, automutilação, dentre outros. Quando se aborda temas assim, mesmo que sem muito aprofundamento, é sempre bom para alertar as pessoas. Nesse caso o livro se passa em Londres e parece que há muitas gangues atuando em algumas áreas, meninos andando com facas nas ruas como se fosse comum. Não sei se a autora se baseou em alguma coisa ao escrever, mas foi uma visão diferente pra mim.  

No fim há o primeiro capítulo da continuação da trilogia, intitulado “Quase Verdade”. Até agora o livro tem recebido boas avaliações no Skoob. Eu achei bom, não ótimo, mas ainda assim recomendo a leitura e pretendo ler a continuação, ainda sem previsão de lançamento.

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