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Resenha: Coração Perverso de Leisa Rayven

Título: Coração Perverso
Série: Starcrossed #3
Autora: Leisa Rayven
Editora: Globo Alt
Gênero: New Adult, Romance
ISBN: 9788525060433
Ano: 2016
Páginas: 360
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Classificação: 3.5 de 5
Sinopse: Elissa Holt tem uma regra quando se trata de relacionamentos: ela não namora atores. Sua bem-sucedida carreira de diretora de palco em Nova York a ensinou que eles não são confiáveis, e isso se comprova quando ela conhece Liam Quinn. Eles tiveram um breve, porém intenso romance há seis anos, pouco tempo antes de Liam se mudar para Hollywood, fazer sucesso em grandes produções de cinema e quebrar o coração de Elissa ao começar a namorar Angel Bell, a atriz queridinha da América. Agora o casal do momento está em Nova York para estrelar a peça A megera domada, de Shakespeare, da qual Elissa será, coincidentemente, a diretora de palco. Apesar de o cenário ser completamente diferente, tudo o que aconteceu entre eles – e o que poderia ter acontecido – vem à tona. Mesmo Elissa sabendo que se entregar a Liam de novo poderia gerar uma tragédia, fica claro que o amor e o desejo nem sempre seguem o script...

A primeira coisa que eu preciso comentar é que antes mesmo de começar o livro, eu tinha um pé atrás com ele. Eu não gostei muito de Meu Romeu e por isso nem li Minha Julieta, mas acabei cedendo e dando uma chance para Coração Perverso, apenas porque os protagonistas seriam outros. Foi bom eu dar uma chance ao livro, porque sem expectativa nenhuma, eu gostei dele. 

“Quanto tempo alguém demora para se apaixonar?
Um segundo? Uma semana? Um ano?”

Coração Perverso conta a história de Elissa, irmã de Ethan Holt, protagonista dos livros anteriores. Há seis anos, ela teve um romance arrebatador com Liam, mesmo ela tendo jurado que nunca mais se envolveria com um ator. Os dois se apaixonam em um curto período de tempo, mas Liam teve que se mudar para Los Angeles e eles acabam se separando, mesmo achando que um dia vão voltar a se encontrar e ficarem juntos. Mas o destino parece que está contra eles, porque Liam se torna um astro de Hollywood, rico e muito famoso e agora está noivo da queridinha de Hollywood, Angel Bell. O casal do momento é escalado para uma peça de teatro e assim, Elissa, que é diretora de palco da peça, reencontra Liam e as faíscas estão por toda parte. Mas ele a magoou anos atrás e está noivo e mesmo que o coração dela não o tenha superado, ela vai fazer de tudo para não cair em seus braços mais uma vez. Mas por quanto tempo os dois vão conseguir resistir um ao outro? 

“A dor de um coração partido não te ensina a ser forte. Ela te ensina a proteger sua fragilidade. Ensina você a temer o amor.”

A verdade é que até agora eu não sei se realmente gostei dos protagonistas. Havia momentos em que eu gostava deles e outros em que eu queria bater neles. Sinceramente, gostei mais dos personagens secundários. É estranho porque tem livros que quando os personagens principais não me agradam, eu costumo não gostar de mais nada no livro, enquanto em outros, quando eu não gosto dos protagonistas, ainda assim eu consigo gostar um tanto da história em si. E esse segundo exemplo é o caso de Coração Perverso. Não achei ótimo, mas gostei de modo geral.

Resenha: A Fúria e a Aurora de Renée Ahdieh

Título: A Fúria e a Aurora
Série: A Fúria e a Aurora #1
Autora: Renée Ahdieh
Gênero: Fantasia, Young Adult, Romance
Editora: Globo Alt
ISBN: 9788525060358
Ano: 2016
Páginas: 336
Classificação: 4.5 de 5
Sinopse: Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

“Afinal, toda história tem sua própria história.”

Inspirada na história de As Mil e Uma Noites, em A Fúria e a Aurora o rei Khalid se casa com alguma jovem e a cada aurora ela é morta. A jovem Sherazade está disposta a se oferecer para ser a próxima noiva, mas seus planos são de acabar com esse ritual que vem acontecendo há meses. Isso tudo em nome de uma vingança pela morte de sua melhor amiga Shiva. Seu plano consiste em contar histórias que agucem o rei e o deixe curioso para saber mais na próxima noite, mantendo-a viva para que possa continuar. E assim, ela começa a envolver o rei e a sobreviver mais um dia. Mas ela sabe que cada aurora pode ser sua última. 

“Viverei para ver o pôr do sol de amanhã. Não se deixe enganar. Juro que viverei para ver tantos pores de sol quanto for necessário.
E eu o matarei.
Com as minhas próprias mãos.”

O livro já começa com Sherazade noiva de Khalid. Uma das coisas interessantes é que a história não fica presa no palácio do rei. Porta afora, planos começam a ser feitos, de vingança e resgate. Muitos cidadãos perderam suas jovens para as mãos do rei e alguns não estão dispostos a aceitar essas mortes levianamente.

“Não sei o que está tentando fazer com Khalid, mas você é a primeira pessoa a sacudi-o em anos. E ele precisa ser sacudido.”

Resenha: O Amor nos Tempos do Ouro de Marina Carvalho

Título: O Amor nos Tempos do Ouro
Autora: Marina Carvalho
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance Histórico, Ficção
ISBN: 9788525062055
Ano: 2016
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Páginas: 328
Classificação: 4,5 de 5
Sinopse: Cécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de Minas Gerais, homem por quem Cécile sente profundo desprezo. Após desembarcar no Rio de Janeiro, Cécile ainda precisará fazer mais uma difícil viagem. O trajeto até Minas Gerais lhe reserva provações e surpresas que ela jamais imaginaria. O explorador Fernão, contratado por seu futuro marido para guiá-la na jornada, despertará nela sentimentos contraditórios de repulsa e de desejo. Antes de enfim consolidar o temido casamento, Cécile descobrirá todos os encantos e perigos que existem nessa nova terra, assim como os que habitam o coração de todos nós. Com o passar dos dias, crescerá dentro dela a coragem para confrontar todas as imposições da sociedade e também o seu próprio destino.

Recebi “O Amor nos Tempos do Ouro” de surpresa pela Globo Alt e sinceramente não sabia o que esperar do livro. Li apenas um livro da Marina (Simplesmente Ana) há muito tempo e adorei, mas eu nunca fui fã de história (do Brasil principalmente) e, portanto, não achei que o enredo fosse me atrair, mas resolvi dar uma chance ao livro e graças a Deus dei essa chance, porque o livro me prendeu do início ao fim.

"De que outra forma eu conseguiria me livrar da tristeza por ter perdido minha família e do fardo de estar a ser obrigada a me casar com um homem que, além de não amar, nem mesmo conheço?"

O ano é 1734 e conhecemos a jovem Cécile, que acabou de perder os pais e irmãos num acidente no mar. Ela é franco-portuguesa e tem que ir para o Rio de Janeiro a encontro de seu tio Euzébio (o único parente vivo). A única coisa que importa para ele é a herança da sobrinha e por isso arranja um casamento para ela com um homem já de idade, com muito dinheiro em Minas Gerais. Tudo isso no intuito de enriquecer as custas da menina. No caminho para MG, ela conhece Fernão, um explorador contratado para levá-la até seu futuro marido. No início nenhum deles vai com a cara do outro, ele achando que ela é interesseira e nariz em pé, e ela  sente certo medo dele. Mas ao longo da viagem eles passam a se conhecer melhor e surge uma atração inegável. Só que o destino de Cécile se aproxima e sua única esperança é conseguir a ajuda de Fernão para escapar das garras de Euclides. Será que ela consegue escapar de um casamento sem amor e pior ainda, escapar de um homem que nada mais fará a não ser machucá-la?

“Entre tantos convidados, seus olhares se encontraram de imediato e nenhum dos dois fez menção de interromper a ligação."

A narração em terceira pessoa, sem focar nos pensamentos de somente um personagem por vez, deixa a trama mais rica, pois sabemos o que se passa por dentro de cada um dos protagonistas. Os capítulos curtos são outro ponto positivo da obra. Também gostei de algumas intercalações entre a história e o diário de Cécile, onde ela “conversava” com os pais e irmãos e contava os últimos acontecimentos. Os personagens são muito bem construídos e o cenário rico em elementos históricos, nos leva de volta no tempo.

Resenha: E Não Sobrou Nenhum de Agatha Christie

Título: E Não Sobrou Nenhum
Autora: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Gênero: Mistério, Crime
ISBN: 9788525057013
Ano: 2014
Páginas: 400
Classificação: 4 de 5 
Sinopse: Dez pessoas são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam num barco local para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter cometido um crime, crime esse que apesar de ser despropositado ou inevitavél, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma trova infantil.


E Não Sobrou Nenhum é a mais bem sucedida obra de Agatha Christie. Há muito tempo eu venho querendo conhecer pelo menos uma de suas obras e escolhi essa pra iniciar. O livro foi primeiramente lançado (em 1939) como Ten Little Niggers (no Brasil como “O Caso dos Dez Negrinhos”) e houve a mudança no título porque em inglês a palavra “nigger” é pejorativa e remete a racismo e no Brasil a editora, por motivo contratual, também teve que fazer a alteração.

Tudo começa quando dez pessoas são convidadas, por motivos diferentes (seja por trabalho, férias, reencontrar amigos, etc) para uma casa na Ilha Soldado (completamente isolados do continente). Elas não se conhecem e já no primeiro dia em que estão hospedadas, cada um é acusado de ter cometido um crime. Como se não bastasse, um a um começa a morrer misteriosamente e aos poucos eles percebem que terão que desvendar o mistério dessas mortes e quem está por trás disso antes que sejam as próximas vítimas, além disso, devem descobrir uma maneira de sair da ilha.

A narração é dividida entre vários pontos de vista e aos poucos vamos conhecendo um pouquinho de cada personagem. A história já começa com eles no trem a caminho da ilha, com alguns deles contando o motivo de ter sido chamado para lá. Quando cada um é acusado de um crime, passamos a conhecê-los um pouquinho mais e ficamos sabendo se eles são ou não culpados da acusação.

Resenha: Meu Romeu de Leisa Rayven

Título: Meu Romeu
Série: Starcrossed # 1
Autora: Leisa Rayven
Editora: Globo Livros
ISBN: 9788525058621
Gênero: Romance, New Adult
Ano: 2015
Páginas: 407
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Sinopse: Cassie está prestes a realizar o grande sonho: estrelar um espetáculo na Broadway. O que ela não esperava era ter que enfrentar o reencontro com o ex-namorado, que será novamente protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. Trabalhar com Ethan traz o passado à tona, e lembra a Cassie que o que existe entre eles vai muito além de simples química.

Meu Romeu conta a história de Cassie Taylor e Ethan Holt. Namorados na época da faculdade que tiveram um relacionamento bem turbulento. Ela deu a ele duas chances para dar certo, mas ele não soube aproveitar. Anos mais tarde, eles se reencontram e ele pede uma terceira chance. Será que ela será capaz de perdoar e reacender as chamas do romance? Alternado entre o passado e o presente, somos apresentados a uma história sobre relacionamentos, amor, perdão, novas chances, superação e muito mais. 

Cassie é uma atriz que ao aceitar o papel mais importante de sua carreira, descobre que contracenará com o ex-namorado que destruiu seu relacionamento anos atrás. Na trama dos dias atuais, Ethan decide tentar uma nova chance e fará de tudo para conquistar Cassie e fazê-la confiar nele de novo. Cassie não dá o braço a torcer, mesmo que a atração entre eles nunca tenha acabado. Ele terá que lutar muito para consegui-la de volta. Ao intercalar antes e agora, vamos descobrindo aos poucos como iniciou o relacionamento entre eles e como ele é nesse momento. 

Não dei uma classificação maior por motivos puramente pessoais. Não gosto de relacionamentos não saudáveis e era assim que eu via o relacionamento dos protagonistas quando ainda estavam na faculdade. O fato de ele avisar que ele não valia a pena e que não ia dar certo para Cassie e mesmo assim ela meio que ficar obsessiva por ele, não é algo que me agradou. Outra coisa que me incomoda um pouco são aquelas personagens que crescem meio que “inocentes” e quando saem da casa dos pais, resolver fazer tudo que não fizeram antes: fumar, beber, sexo, etc., e ela tem um pouco disso.

"Ele se inclina para frente. Está muito próximo. Próximo demais. Tem o cheiro que costumava ter, e eu não consigo raciocinar. Quero empurrá-lo para longe para eu poder esfriar a cabeça. Ou bater nele até que ele entenda que não sou realmente feliz há anos, e é tudo culpa dele. Quero fazer tantas coisas, mas tudo o que faço é ficar parada ali, odiando o quanto ele suga minhas forças."
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