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Resenha: O Amor nos Tempos do Ouro de Marina Carvalho

Título: O Amor nos Tempos do Ouro
Autora: Marina Carvalho
Editora: Globo Alt
Gênero: Romance Histórico, Ficção
ISBN: 9788525062055
Ano: 2016
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Páginas: 328
Classificação: 4,5 de 5
Sinopse: Cécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de Minas Gerais, homem por quem Cécile sente profundo desprezo. Após desembarcar no Rio de Janeiro, Cécile ainda precisará fazer mais uma difícil viagem. O trajeto até Minas Gerais lhe reserva provações e surpresas que ela jamais imaginaria. O explorador Fernão, contratado por seu futuro marido para guiá-la na jornada, despertará nela sentimentos contraditórios de repulsa e de desejo. Antes de enfim consolidar o temido casamento, Cécile descobrirá todos os encantos e perigos que existem nessa nova terra, assim como os que habitam o coração de todos nós. Com o passar dos dias, crescerá dentro dela a coragem para confrontar todas as imposições da sociedade e também o seu próprio destino.

Recebi “O Amor nos Tempos do Ouro” de surpresa pela Globo Alt e sinceramente não sabia o que esperar do livro. Li apenas um livro da Marina (Simplesmente Ana) há muito tempo e adorei, mas eu nunca fui fã de história (do Brasil principalmente) e, portanto, não achei que o enredo fosse me atrair, mas resolvi dar uma chance ao livro e graças a Deus dei essa chance, porque o livro me prendeu do início ao fim.

"De que outra forma eu conseguiria me livrar da tristeza por ter perdido minha família e do fardo de estar a ser obrigada a me casar com um homem que, além de não amar, nem mesmo conheço?"

O ano é 1734 e conhecemos a jovem Cécile, que acabou de perder os pais e irmãos num acidente no mar. Ela é franco-portuguesa e tem que ir para o Rio de Janeiro a encontro de seu tio Euzébio (o único parente vivo). A única coisa que importa para ele é a herança da sobrinha e por isso arranja um casamento para ela com um homem já de idade, com muito dinheiro em Minas Gerais. Tudo isso no intuito de enriquecer as custas da menina. No caminho para MG, ela conhece Fernão, um explorador contratado para levá-la até seu futuro marido. No início nenhum deles vai com a cara do outro, ele achando que ela é interesseira e nariz em pé, e ela  sente certo medo dele. Mas ao longo da viagem eles passam a se conhecer melhor e surge uma atração inegável. Só que o destino de Cécile se aproxima e sua única esperança é conseguir a ajuda de Fernão para escapar das garras de Euclides. Será que ela consegue escapar de um casamento sem amor e pior ainda, escapar de um homem que nada mais fará a não ser machucá-la?

“Entre tantos convidados, seus olhares se encontraram de imediato e nenhum dos dois fez menção de interromper a ligação."

A narração em terceira pessoa, sem focar nos pensamentos de somente um personagem por vez, deixa a trama mais rica, pois sabemos o que se passa por dentro de cada um dos protagonistas. Os capítulos curtos são outro ponto positivo da obra. Também gostei de algumas intercalações entre a história e o diário de Cécile, onde ela “conversava” com os pais e irmãos e contava os últimos acontecimentos. Os personagens são muito bem construídos e o cenário rico em elementos históricos, nos leva de volta no tempo.

Resenha: Vango - Entre o Céu e a Terra de Timothée de Fombelle

Título: Vango - Entre o Céu e a Terra
Série: Vango #1
Autor: Timothée de Fombelle
Gênero: Romance Histórico
Editora: Melhoramentos
Páginas: 360
Ano: 2015
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Nota: 3 de 5

Sinopse: Salvar a pele e, ao mesmo tempo, descobrir a própria identidade. Este é o grande desafio de Vango, o jovem herói do novo romance do escritor francês 'Timothée de Fombelle'. Ao ler esse thriller histórico, ambientado no conturbado período entre as duas grandes guerras mundiais, somos impelidos a fugir com Vango pelos cinco continentes, num clima de absoluto perigo e suspense. Este rapaz órfão de 19 anos desconhece sua origem assim como desconhece a motivação do franco atirador que, além da polícia, está em seu encalço. Deparamo-nos com Vango na solenidade em que ele e outros seminaristas seriam ordenados padres na suntuosa catedral de Notre-Dame, em Paris. O assassinato do padre Jean, seu protetor, desencadeia a perseguição ao rapaz, que empreende uma fuga espetacular ao escalar nada menos do que os famosos vitrais da catedral. Essa cena é apenas um exemplo do clima de perseguição e aventura de que é feita toda a narrativa, quando acompanharemos nosso protagonista em situações e lugares improváveis - como um intruso escondido num caça da SS, galopando nas Terras Altas da Escócia, dependurado num vulcão italiano ou sobrevoando o Brasil e vários outros lugares num zepelim. O fracasso em não ter sido ordenado padre deixa nosso herói arrasado, mas a jovem Ethel fica bem feliz. É ela quem vai ajudar Vango a provar sua inocência e descobrir sua identidade. Também fazem parte da saga outros personagens marcados por vidas cheias de segredos, como Mademoiselle, a Senhora Poliglota e sem memória com quem Vango é salvo do naufrágio na costa da Sicília aos três anos de idade e Hugo Eckner, personagem verídico, comandante alemão do Graf Zepelin, esse grande dirigível que fascinou o mundo nas primeiras décadas do século XX. Outras personalidades incorporadas à história são Joseph Stalin, sua filha Svetlana e Adolf Hitler.

Olá pessoal, tudo tranquilo? Como eu disse em outro post, eu sou muito fã de romance histórico. Então, quando a Andresa me questionou se eu estava interessado em receber Vango - Entre o Céu e a Terra da Editora Melhoramentos: eu aceitei.

Timothée de Fombelle é um parisiense nascido em 1973. Ele começou como professor de literatura, depois de ensinar em Paris e no Vietnam, acabou virando dramaturgo. Sua peça de estreia foi a “Le Phare” (1990) e seu romance de estreia foi “Toby Alone” (2006).

Resenha: Uma Praça em Antuérpia de Luize Valente

Título: Uma Praça em Antuérpia 
Autor: Luize Valente 
Gênero: Romance Histórico
Editora: Record
Páginas: 364
Ano: 2015
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Nota: 5 Estrelas de 5
Sinopse: "Um romance histórico pertinente e comovente – e contado com uma admirável fluência de escrita." – Richard Zimler Após sua estreia literária com O segredo do oratório, sucesso de público e crítica, Luize Valente volta a mergulhar, de maneira ainda mais surpreendente, na história de uma família de migrantes em Uma praça em Antuérpia. Com domínio da narrativa, que vai e volta do ano-novo de 2000 em Copacabana para os anos da eclosão da Segunda Guerra na Europa, Luize reconstitui a desgraça imposta pelo nazismo aos judeus, razão pela qual muitos deles viriam fazer a vida no Brasil. Reunindo sensibilidade pelo drama humano e extensa pesquisa histórica, Luize retrata a chaga do nazismo na miudeza do cotidiano, na intimidade das famílias alemães e europeias, com bárbaros desdobramentos em Portugal, no lar de Clarice e Olivia, de onde a narrativa parte para ganhar o mundo e o Brasil. Acompanhamos a fuga de Clarice e seu marido, o pianista judeu Theodor, por grande parte da Europa, sempre um passo à frente da perseguição nazista, fuga que leva parte da família a cruzar o oceano. Como se não bastasse essa narrativa de tirar o fôlego, Luize presenteia o leitor com um final emocionante e totalmente inesperado.

Olá pessoal, tudo tranquilo? Vamos de romance histórico e Segunda Guerra Mundial? Eu sou um leitor aficionado por esse gênero. Conheci o estilo por causa do Bernard Cornwell e fui fisgado. Então, sempre que possível leio-o. 

A Luize Valente é uma escritora, jornalista e documentarista brasileira. Acredito que esse seja o segundo romance dela e que obra! Sinceramente, eu não esperava um livro desse calibre, com essa qualidade quando comecei a lê-lo. 

A trama do livro é sobre duas irmãs gêmeas, Clarice e Olivia, muito unidas. Elas nasceram matando a mãe e cresceram com o rancor do pai (Manuel) apaixonado pela mulher morta. Criadas no interior de Portugal, Elas foram educadas pela sogra de Manuel que tomou para si o zelo pelas meninas. O tempo passa, as moças crescem e se casam. Olivia com Antônio e Clarice com o pianista, judeu e comunista Theodor Zuskinder. Porém, no meio do caminho estoura a Segunda Guerra Mundial. Bem, não vou entrar em mais detalhes sobre a história em si. 

Geralmente, obras sobre a II Guerra Mundial tratam sobre o drama dos soldados. Entretanto, o drama mais poderoso é o do civil no meio daquele terror. Quando se analisa A Segunda Guerra Mundial pode-se perceber até quatro tipos de guerra:
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