Mostrando postagens com marcador Romance Contemporâneo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romance Contemporâneo. Mostrar todas as postagens

Resenha: Nossas Noites de Kent Haruf

Título: Nossas Noites
Autor: Kent Haruf 
Gênero: Romance 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 160
Ano: 2017

Compre
Classificação: 3/5

Sinopse: Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.

Olá, pessoal! Tudo tranquilo? Hoje vamos falar de Nossas Noites do Kent Haruf. Esse livro foi publicado postumamente. Haruf faleceu em 2014 aos 71 anos. Em vida recebeu alguns prêmios por seus livros, como, por exemplo, "Whiting Foundation Award" e a citação da "Hemingway Foundation/PEN Award", além do "Dos Passos Prize for Literature". 

Resenha: Sr. Daniels de Brittainy C. Cherry


Título: Sr. Daniels
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
ISBN: 9788501104502
Gênero: Romance Contemporâneo
Ano: 2015
Páginas: 310
Compare preços
Nota: 5 de 5 / Favorito
Sinopse: Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês. Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.

Não importa o que aconteça, não importa quantas vezes você lide com ela, a morte não fica mais fácil.

Essa é uma história de duas pessoas que sofreram perdas irreparáveis em suas vidas. Sobre duas pessoas que tem muito em comum e que se esbarram pelo caminho. Duas pessoas que descobrem o amor, apesar do sofrimento que os abala. Duas pessoas que se completam. Que vão descobrir um motivo que poderá separá-los e que farão de tudo para manter o que sentem pelo outro, independente de qualquer coisa. É uma história de amor e superação. 

Desejei que Gabby ainda estivesse viva.
E desejei que eu não me sentisse tão morta.

Esse é um romance que podemos pensar já conhecer, afinal, quem nunca pelo menos ouviu uma história sobre a aluna que se apaixona pelo professor (mesmo sem saber que ele era seu professor ao se apaixonar). Dessa vez não vou comentar sobre o enredo do livro, a sinopse já diz tudo o que precisam saber e assim não corro o risco de contar mais do que deveria. 

Cada capítulo começa com um trecho de alguma música da Romeo’s Quest, a banda do Daniel baseada em contos/histórias de Shakespeare. A narração é dividida entre os protagonistas em primeira pessoa, mas o livro é mais centrado em Ashlyn, que tem mais capítulos. 

Foi um livro 5 estrelas do início ao fim. Eu estava numa época de poucas leituras e todas medianas e quando o livro me prendeu de ponta a ponta, foi mais do que uma grata surpresa. Eu sabia que ia gostar, e já faz tempo que tenho interesse no livro, mas como minhas leituras estavam me decepcionando uma atrás da outra eu não esperava gostar tanto dessa como gostei.

Resenha: O Homem Perfeito de Vanessa Bosso

Título: O Homem Perfeito
Autora: Vanessa Bosso
Editora: Novo Conceito
Selo: Novas Páginas
Gênero: Romance
Ano: 2014
Páginas: 224
Compare preços

Sinopse: Melina teve alguns relacionamentos ruins, outros péssimos... Mesmo assim, ela não desiste: um dia ainda vai encontrar alguém que a complete e que entenda algumas manias fofas que ela tem como comprar mais sapatos do que pode guardar ou tomar uma multa ou outra por excesso de velocidade. Ela faz a sua parte escrevendo um pedido ao universo, no qual descreve esse ser incrível nos mínimos detalhes. Agora é só esperar, certo? Melina não imagina, porém, que esse presente dos céus já existe, mas foi parar nos braços de uma mulher in-su-por-tá-vel. O que fazer quando o destino insiste em brincar com a sua paciência?

Melina é uma mulher de 28 anos que não tem sorte em relacionamentos. Ela atualmente mora em São Paulo e após descobrir a traição do namorado (que também era seu chefe), bater nele no meio de uma reunião e perder o emprego, ela decide que é hora de volta pra casa em Paraty, no Rio de Janeiro, para viver com seu pai e avós. Mas o que ela não esperava era reencontrar seu primeiro amor e ainda por cima que ele estaria noivo de sua arqui-inimiga de tempos passados. Paixão e arrependimento começam a aflorar em Melina e ela terá que colocar sua vida nos eixos. 


Melina tem um histórico complicado. Sua mãe abandonou a família quando ela tinha 12 anos, que desde então ficou rebelde, arrumou várias encrencas e passou a odiar o lugar onde vivia (Paraty) e prometeu a si mesma que quando completasse 18 anos iria embora dali. Foi o que ela fez e agora, 10 anos depois, ela está de volta para encarar o maior erro que cometeu: perder Bernardo. Bernardo foi seu primeiro amor, seu primeiro beijo, sua primeira transa. Na época, era um cara magrelo, que usava óculos e tinha um jeitinho nerd. Ela estava apaixonada, mas não queria compromisso sério e nunca foi capaz de admitir o que realmente sentia. Numa noite de bebedeira ela acaba traindo Bernardo com seu melhor amigo e vai embora para SP, sem nem ao menos avisar ou se despedir de Bernardo. Agora eles terão que enfrentar dores do passado.

Resenha: Cartas de Amor aos Mortos de Ava Dellaira

Título: Cartas de Amor aos Mortos
Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Páginas: 344
Compare preços

Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora.
Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Escrever é mais do que enfileirar letras em uma folha de papel ou na tela de um computador. Mais do que apenas construir frases e tornar parágrafos coerentes. Escrever é se abrir. Deixar que as palavras exponham sua personalidade, seus pensamentos, medos e angústias, das diversas formas existentes. Alivia, liberta, clareia as ideias e traz novas perspectivas. As palavras ajudam a conseguir respostas, desvendar enigmas e tornar mais fáceis os inconvenientes do cotidiano. Escrever é conseguir abrigo. Abrigo do mundo, em si mesmo. Uma proteção feita de pontos, vírgulas e interrogações.

Escrever, assim como falar, é terapêutico. A diferença é que da ponta de uma caneta podem sair coisas que ninguém, além de você mesmo precisa saber. Não importa se em forma de diário, poesia ou cartas que jamais serão entregues, as palavras consolam e guardam os mais íntimos segredos. E foi esse consolo, o consolo das letras, que Laurel, uma doce garota de quinze anos encontrou ao escrever cartas, relatando as minúcias de seu cotidiano e tentando desvendar a si mesma a cada nova página escrita.

Resenha: Na Ilha de Tracey Garvis Graves

Título: Na Ilha
Autora: Tracey Garvis Graves
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 288
Compare Preços

Sinopse: Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.


Oieeee!!! Como vocês estão? E as festas de fim de ano? Espero que tenha sido incrível pra todos vocês!

Bom, hoje vim falar de um livro que li final do ano passado, o "Na Ilha" da Tracey Graves, uma autora que eu não conhecia (até porque esse é o primeiro livro dela...) mas confesso que já estou predisposta a ler qualquer coisa que ela vier a lançar.

A história...
Como vocês podem conferir na sinopse, Na Ilha é a história da Anna e do T. J. (o casal que eu escolhi como "o melhor", na Retrospectiva aqui do blog (segue o link). Anna tem 30 anos, é professora em escola pública e normalmente trabalhava como tutora de alunos no verão, mas eu acredito que ela embarcou nessa viagem com o principal objetivo, de fugir da "monotonia estagnada" que sua vida estava... (ela queria formar uma família e o tal namorado, o John, não se decidia, acho que não gostava dela suficiente pra isso...) os pais de T.J. a contrataram para ajudá-lo a alcançar a turma, ele tem câncer (Linfoma de Hodgkin, mas já está há alguns meses em remissão...) e perdeu muitas aulas... Os pais insistiram que todos fossem para uma ilha nas Maldivas, como umas férias! Mas para o T. J. uma espécie de "férias gregas" pois teria que estudar... Rs... Os pais e as irmãs de T. J. viajaram antes, Anna teve que esperar pois ainda estava trabalhando, e o T. J. inventou uma "festinha" com seu amigo Ben, e sua mãe pediu a Anna que ele fosse depois com ela... Por isso os dois estavam juntos e sozinhos na viagem... Quando o impensável acontece, o avião cai! Após o acidente, eles conseguem chegar a uma ilha desabitada, mas é lá, que eles vão aprender o verdadeiro significado da palavra sobrevivência e do amor...



O que eu amei...
Na Ilha, aborda muitos "temas", sobrevivência é com certeza o maior deles. Mas o que realmente me chamou a atenção nesse livro (além do romance, é claro!), foram os detalhes... Sabe aqueles pequeninos detalhes? Aqueles que passam despercebidos durante o nosso dia a dia? Escovar os dentes, pentear os cabelos, fazer a barba, beber água, comer um pedaço de carne, fazer um curativo em um corte, usufruir de fogo, teto... Enfim, coisas que não damos o valor necessário, pois se tornam mecânicas, comuns... Em Na Ilha, observamos cada pedacinho delas. Minimamente, pois é o essencial para viver... E qualquer pessoa, que viva uma "situação" assim, não tem como ser o mesmo, nunca mais! É, em alguns momentos difícil de ler, pois só em imaginar uma situação que envolva comer a mesma fruta todos os dias, beber água da chuva, mosquitos, tubarões, água viva, tempestades... Nossa! A cada capítulo, uma novidade. Por isso foi uma leitura de uma noite, não consegui parar até terminar...



Uma das coisas que eu mais gosto, é a narração intercalada, nesse caso, um capítulo era Anna quem narrava e o outro o T. J. É ótimo saber o ponto de vista de ambos sobre a mesma situação, isso foi bastante esclarecedor, em especial para a relação que eles construíram ao longo do tempo na ilha... Eu me apaixonei por T. J. e Anna, pois uma relação que se desenvolve em meio ao caos, tem mais chance de dar certo do que qualquer outra (só acho...) T. J. era de verdade maduro pra sua idade (ele me lembrou um pouco o Gus de ACEDE) talvez tenha sido o câncer, ou talvez fosse a natureza dele mesmo ser tão gentil, carinhoso, divertido... Tãooooo... T. J.!


A Anna, uma fofa! Forte, inteligente, sonhadora (sem ser idiota), e como o T. J. falou: "você não parece mesmo ter 30 anos, no máximo, 24, 25... é tão fácil conversar com você..."


Eles não tinham nada e tinham tudo em comum, eram perfeito juntos... a diferença de idade (treze anos), nunca foi um problema no relacionamento deles, na verdade veio a ser, justamente pelo fato de não existir... Confuso? Só lendo pra saber! Não posso dar mais spoilers do que já fiz... Hahaha...


Para os puritanos de plantão que possam estar receosos com a leitura, ou que possam julgar antecipadamente a relação da Anna e T. J. como algo imoral, ilegal e sujo, guardem suas armas pois não é nada disso. A autora aborda tudo de forma gradual, simples, honesta e tão cativante que não tem como não se apaixonar pelo amor dos dois!

O que me incomodou um pouco...
Eu amei toda a dinâmica do livro, (exceto ter me remetido algumas vezes aos filmes: "Náufrago" e "A Lagoa Azul"). Achei a história muito boa mesmo, talvez por isso eu tenha me frustrado um pouquinho, eu queria mais (me julguem, podem me chamar de gulosa, eu sempre quero mais! Rs...) algumas vezes eu achei os acontecimentos um pouco corridos, eu queria ter aproveitado mais algumas situações, que quando eu imaginei que iria começar, oito linhas depois chegava ao fim. Não me levem a mal, a história é muito boa, mas poderia tranquilamente ser um livro sensacional de 400 páginas ao invés de um muito bom de 288... Ainda mais por ser um livro de leitura fácil, fluida, a autora poderia ter trabalhado muuuuuuito melhor alguns acontecimentos, que na minha opinião ficou um pouco no ritmo de um filme...

E... ó! Coincidência! Vai virar filme! Palmas!



Melhor quote...




Super recomendo a leitura. Até a próxima!

Beijo, beijo,

Related Posts with Thumbnails